PASTORAL LITÚRGICA

Pastoral Litúrgica

Uma equipe de liturgia compõe-se de pessoas de fé, engajadas na vida da comunidade e que assumem com responsabilidade vocacional o serviço de animação das celebrações. É a responsável pela organização e divisão de serviços para as equipes de celebração; realizando o chamado tripé da Pastoral Litúrgica: organização, formação e preparação. Leigos dependem da necessidade de cada Paróquia e com autorização do Pároco e do Bispo. Já as Pastorais são organizadas junto com o Pároco e a Pastoral Litúrgica.

Sua ação se caracteriza por:

- espírito de serviço e de comunhão;
- capacidade de trabalhar em equipe;
- exemplo de participação, oração e escuta;
- forte espiritualidade e sensibilidade litúrgica vontade de celebrar.

Uma nobre missão para toda a igreja, sob a coordenação de uma equipe também coordenada pelo Pároco. Toda ação da Igreja que se fundamenta na missão de Jesus e visa à implantação do Reino de Deus é uma pastoral.

A Liturgia é o ponto culminante, o momento celebrativo para o qual tende toda a ação da Igreja e fonte da qual brota a força evangelizadora da Igreja. A liturgia ocupa um lugar central em toda a ação evangelizadora da Igreja!

A comunidade que celebra tem o compromisso de evangelizar o mundo. É a liturgia que cada dia nos edifica como templo santo do Senhor. É a liturgia que nos faz crescer, até atingirmos o amadurecimento pleno de Cristo. É a liturgia que mostra a Igreja como estandarte levando diante das nações, juntando num só corpo os filhos e filhas de Deus. As liturgias, bem celebradas inserem as pessoas, através da ação simbólica-ritual, na vivência do Ministério Pascal de Cristo. A Pastoral Litúrgica organiza-se tendo como referência os momentos fortes do Ano Litúrgico.

A participação do povo na liturgia eucarística não pode ficar reduzida a gesticular, falar, cantar, aclamar, movimentar braços e pernas, abanar folhetos, entrar na fila e receber o Pão Consagrado! Pode ser tudo isso e mais alguma coisa: participação do ministério litúrgico um compromisso com a Páscoa do Senhor.

• Há uma dimensão física (estar presente, mexer-se, atuar, aclamando, abraçando, comendo, bebendo, partilhando...) que vem acompanhada de uma dimensão de compreensão (entender, acompanhar com a mente...) e de um sentimento (envolver-se afetivamente). E há uma dimensão espiritual, neumática, mistérica, perpassando e direcionando estas outras dimensões. Quem é chamado a celebrar a eucaristia é todo o povo cristão, reunido em assembleia. Vamos trabalhar este assunto, recordando alguns textos bíblicos e conciliares. 

• Participação e comunhão são, nos Atos dos Apóstolos e nas cartas de Paulo, traduzindo a palavra grega koinomia significa “tomar parte”: na fé, no Espírito, na morte e ressurreição de Cristo, nos bens da salvação anunciados pelo evangelho, no corpo e sangue de Cristo. Significam, ainda, partilhar, repartir. João usa outro termo equivalente: “pertencer”. 

• Sentido ainda chave “participação” na liturgia é Rm 6,3-11, no qual Paulo diz que seremos corressuscitados com Cristo, porque somos cossepultados com ele na morte: temos parte na sua morte-ressurreição.

CELEBRAÇÃO DA VIDA
“Eis o mistério da fé”

“A liturgia é celebração da história da salvação, que tem como centro e plenitude o mistério pascal de Cristo”. É a celebração da vida, dentro do contexto da comunidade e não um rito vazio.  O que a comunidade celebra? A resposta a esta pergunta irá definir a “qualidade de cada celebração” que a equipe prepara, avalia, celebra.  

O concílio Vaticano II “redefine a liturgia como cume e fonte e como lugar privilegiado da experiência de salvação realizada pelo mistério pascal de Cristo Senhor”.

Então podemos refletir, quem preside e os celebrantes, que é a comunidade reunida no amor de Cristo, para ser celebração da vida, a equipe de liturgia precisa está repleta do amor de Deus, através da oração, envolvida com o mistério da fé.

Ela não pode ser uma equipe que realiza “tarefas”, como se estivesse alheia a cada celebração, mas sim participa, envolve, celebra junto. Por exemplo, sendo a Igreja todo o povo de Deus, nas celebrações todos devem participar. O concílio pede: “Nas celebrações litúrgicas, cada qual faça tudo e só aquilo que pela natureza da coisa ou pelas normas litúrgicas lhe compete” (SC 28). Ninguém deve acumular funções na liturgia (SC 28-29). Cada membro é sujeito e tem a sua função específica em favor do bem comum da comunidade.  Assim, a comunidade cresce em sabedoria e graça, pois ouve a voz do Senhor em cada celebração, alimenta da Eucaristia e parte em missão. Vivencia em plenitude: “vamos em paz e o Senhor vós acompanhe”.

Uma liturgia bem celebrada é termômetro para aferir a Espiritualidade de toda comunidade.  E liturgia, aqui, não se resume apenas à preparação da missa, envolve também as celebrações do batismo, do matrimonio, das exéquias (conhecida como encomendação dos mortos), tão esquecidas em nossas igrejas. 

Pastoral, participativa, fazendo a devida ligação entre liturgia e vida. Afinal, este é o grande sonho da reforma promovida pelo Concílio Vaticano II, 40 anos já passados. Você também está convidado a participar conosco! Venha colocar o seu dom a serviço de Deus e da comunidade!  Procure-nos durante as celebrações.